ESTER

 

Existe vida após relacionamento abusivo 

 

 

                                                                               "As primeiras agressões físicas aconteceram quando ele        voltou a beber, foram diversos empurrões e, segundo Ester, era constantemente encurralada na parede após as bebedeiras do marido: “Não ficavam marcas, a não ser na alma”. (Ester)

 

Ester, 41 anos, Cachoeirinha. Nascida em Canoas, teve problemas com drogas e álcool durante sua vida e passou a frequentar o Alcoólicos Anônimos. Lá, onde deveria ser a solução de seus problemas, mais um iniciou, conheceu Alberto. Por carência e uma dependência emocional, os dois acabaram se envolvendo e passaram a morar juntos na casa dela. 

 

Na época, vendia brigadeiros e o companheiro não era o que a nomenclatura se refere. Ele não gostava de trabalhar, mas ainda assim, com um esforço de Ester, passou a vender os brigadeiros junto a ela. “Me sentia feliz, iludida, tinha umas migalhas de afeto”, assim Ester se refere ao relacionamento que aos poucos foi ficando pior: “Ele implicava com meu peso, me diminuía o tempo todo”. 

 

As primeiras agressões físicas aconteceram quando ele voltou a beber, foram diversos empurrões e, segundo Ester, era constantemente encurralada na parede após as bebedeiras do marido: “Não ficavam marcas, a não ser na alma”. Após diversas brigas, mandou o marido embora, parecia o sossego, no entanto ele voltou após um mês pedindo perdão. Iludida, Ester o aceitou e engravidou. 

 

Faltando pouco tempo para a filha nascer ele a abandonou e voltou logo em seguida. Ester sofreu com depressão pós parto e precisou, inclusive, ser internada. Alberto ficou com a guarda da menina, tentaram ficar juntos, no entanto ele havia conhecido outra mulher: “A madrasta da minha filha é uma mulher incrível, a trata muito bem, com muito amor e afeto”. Hoje, Ester só pode ver a filha em visitas na casa do pai, o que a deixa com uma dor muito forte. Há dois anos move um processo para regulamentar o contato com o grande amor de sua vida, a filha. 

 

Ester conta que descobriu a religião e Deus para superar suas dores: “Encontrei a palavra do senhor, me amo, amo minha filha, tenho meu trabalho e meus amigos”. Ela ainda conclui que existe sim uma vida após um relacionamento abusivo e que sim, é linda: "Acredite em ti mulher! Tu podes tudo! Deus abençoe a todos nós!”

 

História editada pelo jornalista Juliano Piasentin, revisada por Marnon Viana

 
 

 

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